Bem-vindo à Free Private Cities.
Minha proposta para o desenvolvimento futuro da coexistência humana.

Sistemas convencionais estão obviamente chegando aos seus limites no século XXI. Mas há uma alternativa pacífica e, acima de tudo, voluntária: Cidades Privadas Livres.
Titus Gebel

O problema com nossos sistemas sociais

Os sistemas de hoje oferecem incentivos a quem está no poder para enriquecer a si e a seus apoiadores às custas da sociedade, desperdiçar o dinheiro de outras pessoas para aumentar sua própria fama e comprar votos através de supostos benefícios gratuitos. O chamado contrato social pode ser alterado pelo governo com sua maioria parlamentar de fato à vontade.

Mas não há maneira de contornar esse insight: um sistema que seja legítimo de qualquer maneira, que por lei preveja desapropriações a favor de terceiros (por exemplo, na forma de impostos e contribuições para a seguridade social) e que nem todos os afetados concordaram com antecedência, não pode, a longo prazo, criar uma coexistência nem pacífica nem previsível. Destrói os fundamentos e resultados da cooperação voluntária através do poder do estado. Assim, destrói sucessivamente o que torna uma sociedade bem-sucedida e atraente e leva a uma batalha de todos contra todos pela aplicação de regulações favoráveis.

Portanto, é hora de introduzir novos produtos no “mercado de convivência”.

A Solução: Cidades Privadas Livres

Agora imagine um sistema no qual uma empresa privada como um “provedor de serviços governamentais” ofereça proteção da vida, liberdade e propriedade. Esse serviço inclui segurança interna e externa, uma estrutura legal e regulamentar e resolução de disputas independente. Você paga uma quantia contratualmente fixa por ano por esses serviços. Além disso, você cuida de todo o resto sozinho, mas também pode fazer o que quiser, limitado apenas pelos direitos dos outros e pelas regras de coexistência contratualmente acordadas.

O provedor de serviços de governo, como operador da comunidade, não pode alterar unilateralmente esse “contrato de cidadãos” com você posteriormente. As disputas entre você e o provedor de serviços governamentais serão ouvidas perante tribunais de arbitragem independentes, como é habitual no direito comercial internacional. Se o operador ignorar as sentenças arbitrais ou abusar de seu poder de qualquer outra maneira, seus clientes vão embora e ele vai à falência. Logo, ele possui um risco econômico próprio e, portanto, um incentivo para tratar bem seus clientes e em acordo com o contrato.

Como é a vida cotidiana em uma Cidade Privada Livre?

Provedores de serviços inovadores, como Uber e Airbnb, não são proibidos, é claro. Existem empreendedores privados que cobrem tudo o que é procurado, desde hospitais, escolas e jardins de infância até a coleta de lixo. Se desejado, os residentes podem segurar-se em particular contra todas as eventualidades da vida ou criar grupos de auto-ajuda, seja para proteger contra doenças, morte, necessidade de cuidados ou acidentes. Qualquer pessoa pode oferecer novos produtos e serviços sem autorização ou licença e ser pago na moeda desejada, incluindo o Bitcoin. Também há uso para trabalhadores não qualificados – pela ausência de regulamentação de salário mínimo. Novos medicamentos e métodos de tratamento estão disponíveis para qualquer adulto que queira testá-los com conhecimento do risco potencial. As limitações ambientais aplicam-se apenas a produtos e processos verdadeiramente perigosos, conforme determinado por pesquisas científicas sérias. Crime e vandalismo dificilmente existem; você pode até deixar seus filhos nas ruas à noite sem se preocupar com eles.

As pessoas não são instigadas umas contra as outras pela política, que deixa de ter um papel significativo. Não existe parlamento nem banco central, mas autodeterminação abrangente. Devido à baixa densidade de regulamentação, os moradores produzem muitas inovações e alcançam um alto nível de produtividade. Como o livre comércio prevalece, e todos podem importar tudo com isenção de impostos e nenhum imposto é pago além da contribuição anual, mesmo os que recebem renda baixa têm um alto padrão de vida.

Como nem a moeda nem as taxas de juros podem ser manipuladas pelo governo, o poder de compra dos residentes aumenta constantemente. O regime de pensões pode ser planejado e permitir a aposentadoria sempre que a pessoa em questão considerar suficiente o nível atingido.

O ativismo político, o zelo missionário, as lutas distributivas e a agitação de grupos sociais uns contra os outros praticamente desaparecem. Os moradores sabem que não podem interferir nos contratos dos concidadãos e respeitam as diferentes visões e avaliações uns dos outros. As pessoas são mais uma vez responsáveis por cuidar de si mesmas e, portanto, são automaticamente mais autoconfiantes, mais estáveis e mais realistas em suas avaliações. Depois de duas gerações, no máximo, as Cidades Privadas Livres seriam mais ricas, mais livres e mais pacíficas do que qualquer coisa que conhecemos até agora.

Como as Cidades Privadas Livres podem se tornar realidade?

O estabelecimento de uma Cidade Privada Livre exige um acordo contratual com um estado existente. Neste contrato, a Nação Anfitriã concede à empresa operadora o direito de estabelecer a Cidade Privada Livre em um território definido, de acordo com as condições acordadas. Mas por que os estados existentes concordariam com isso?

Como em todas as transações de escambo, há apenas um motivo: os próprios interesses. Os estados podem concordar em renunciar a alguns de seus poderes em um determinado território se esperarem benefícios disso. Uma situação em que todos saem ganhando deve, portanto, ser criada. O estabelecimento de Cidades Privadas Livres em áreas estruturalmente fracas não apenas aumenta a atratividade da região circundante, mas também cria empregos e investimentos na região, o que acaba beneficiando o estado anfitrião.

Utopia ou modelo de negócios?

Em uma Cidade Privada Livre, todos são soberanos de si mesmos que, por acordo voluntário, celebraram um contrato genuíno com um provedor de serviços, o Contrato do Cidadão. Ambas as partes têm os mesmos direitos formais e, portanto, estão legalmente em pé de igualdade. O relacionamento entre autoridade e subordinado é substituído pelo relacionamento entre cliente e provedor de serviços. Ao contrário dos sistemas convencionais, nos quais o cidadão é obrigado a pagar impostos sem ter o direito correspondente a benefícios, em uma Cidade Privada Livre serviços e consideração estão diretamente relacionados. Ambas as partes contratantes têm direito ao cumprimento do contrato, ou seja, o operador pode exigir o pagamento da contribuição fixa do cidadão contratante, mas sem taxas adicionais. Por sua vez, o cidadão pode processar o operador pelo cumprimento de suas obrigações contratuais, por exemplo, garantindo a segurança e um sistema de direito civil em funcionamento. Quem atualmente é responsável pela empresa operadora ou a quem ela pertence não é relevante para o funcionamento do modelo.

Uma Cidade Privada Livre não é, portanto, uma utopia, mas uma ideia de negócio cujos elementos funcionais já são conhecidos e que precisam ser transferidos apenas para outro setor, o da convivência.

Basicamente, como prestador de serviços, o operador apenas fornece a estrutura na qual a sociedade pode se desenvolver abertamente no sentido de uma “ordem espontânea” (Hayek).

Uma vez estabelecidas as primeiras Cidades Privadas Livres, uma classe de ativos completamente nova e altamente lucrativa surgirá. Isso ocorre porque tanto o “software”, isto é, a estrutura legal e contratual, quanto o “hardware”, isto é, o plano mestre e a infraestrutura, podem ser reutilizados sempre que necessário e adaptados em todas as direções.

Fundamos uma empresa, a Free Private Cities Inc., e atualmente estamos trabalhando em um modelo padrão reutilizável para Free Private Cities. Se você quiser saber quais as oportunidades de investimento existentes em Cidades Privadas Livres, por favor entre em contato conosco em [email protected].

Se você deseja criar uma cidade privada ou uma zona especial, pode obter ajuda da nossa subsidiária de consultoria TIPOLIS CONSULT.

Onde posso obter mais informações?

Dúvidas frequentes (FAQs) estão listadas aqui. Nosso blog oferece mais informação neste tópico. Se você está interessado, certamente deveria dar uma olhada no meu livro.

Titus Gebel – Free Private Cities: Fazendo Governos Competirem Por Você

O novo livro sobre Cidades Privadas Livres de Titus Gebel apresenta as fundações teóricas, examina exemplos do passado e presente e fornece dicas práticas sobre como construir uma Cidade Privada Livre no mundo real. É uma leitura obrigatória para qualquer um que deseja envolver-se neste novo mercado ou está interessado no conceito das Free Private Cities e alternativas aos sistemas políticos tradicionais.

A primeira parte do livro lida com questões fundamentais que toda ordem social deve confrontar. O conceito de Cidade Privada Livre descrito na segunda parte é derivado disto; modelos históricos e atuais também são levados em conta. A terceira parte discute questões concretas acerca da implementação no estabelecimento de Free Private Cities. Por fim, a quarta parte oferece uma perspectiva sobre futuros desenvolvimentos.

O livro está disponível em formato físico e também como e-book na Amazon.

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Como posso apoiar a Free Private Cities?

Espalhe a idéia

No mercado da convivência, a Free Private Cities é, atualmente, a única alternativa não totalitária às democracias Ocidentais. Assim que a ideia estiver nas mentes das pessoas ela não desaparecerá. Por isso é tão importante espalhar o conceito. Cidades Privadas Livres constituem igualmente uma oportunidade para os países em desenvolvimento e emergentes retomarem mais rapidamente o crescimento, assim contribuindo para atenuar a crise migratória.

A maneira mais fácil para todos apoiarem a ideia é linkar para o website, o livro e nossos vídeos ou artigos do blog em suas mídias sociais. Avaliar o livro na Amazon e Goodreads também ajuda. Além disso, você também pode vestir nossos produtos se quiser mostrar seu apoio à ideia.

Viva ou invista

Qualquer um que esteja interessado em investir, residir ou estabelecer uma companhia em uma Cidade Privada Livrepode se inscrever na nossa newsletter no footer da página, que reporta trimestralmente nas últimas notícias do estabelecimento de cidades privadas e zonas especiais.

Além disso, estamos buscando ao menos um embaixador em cada país, que propague as ideias e que tenha, idealmente, contatos na política. Essa pessoa também seria o contato local para partes interessadas.

Candidatos interessados devem primeiramente ler os requisitos e então contactar-nos usando o nosso formulário de contato.

Encontrando um local

Se você pensa que um certo país poderia ser considerado como nação anfitriã, por favor leia nossa lista de requisitos em primeiro lugar. Por favor discuta-a com pessoas que conhece que possuam insights ou influência nas políticas do país e diga-nos quais desses pontos são viáveis.

Planos futuros para o estabelecimento de uma Cidade Privada Livre poderão ser feitos assim que essas perguntas forem respondidas.